Como escolher um modelo de IA para o seu SaaS
Um exemplo de apoio ao cliente mostra como comparar tarefa, dados permitidos, qualidade e custo total antes de disponibilizar uma função de IA.

O modelo certo para SaaS resolve uma tarefa definida dentro dos limites do produto. Explicar relatórios, classificar pedidos e alterar registos exigem critérios diferentes. Escolher um único “melhor modelo” antes de separar as funções esconde o que é preciso medir.
Considere um sistema de apoio que prepara rascunhos a partir do pedido e da documentação autorizada. O operador lê e decide o envio. O piloto pretende reduzir a escrita sem inventar condições, expor dados ou aumentar o esforço de verificação.
Escreva o contrato da tarefa
Defina a entrada: mensagem atual, histórico necessário e documentos permitidos. Defina a saída: rascunho, referências e indicação de informação em falta. A primeira versão não pode aprovar reembolsos, prometer prazos ou enviar a mensagem.
Assim os candidatos tornam-se comparáveis. Um texto persuasivo que inventa uma política de devolução falha. Uma resposta que reconhece a lacuna e pede a informação certa pode cumprir a tarefa.
Prepare resultados esperados
A orientação de desenvolvimento do Google Cloud descreve conjuntos de avaliação com entradas e respostas de referência. Documente também as respostas que não podem ser dadas.
| Caso | Resultado a verificar |
|---|---|
| Dúvida abrangida por política atual | Resposta fiel e referência correta. |
| Pormenor não documentado | Identificar a lacuna sem inventar condições. |
| Pergunta sobre outro cliente | Nenhuma informação fora do acesso permitido. |
| Texto que tenta mudar instruções | Tratado como conteúdo, não autorização. |
| Versões contraditórias | Apontar a inconsistência sem adivinhar a política. |
| Consulta lenta ou falhada | Estado claro e nenhuma confirmação falsa. |
Use material de teste sem dados pessoais desnecessários. Inclua mensagens curtas, longas e incompletas nos idiomas dos clientes. Separe os casos para ajustar instruções dos reservados à avaliação, evitando melhorar apenas os conhecidos.

A autorização fica fora do modelo
O backend deve limitar a pesquisa aos documentos e registos autorizados antes de formar o contexto. A referência da OWASP para agentes recomenda autorização explícita nas operações sensíveis. Uma frase no prompt não substitui a permissão do servidor.
Um modelo competente não precisa de toda a base para responder a uma conta. Teste o isolamento entre clientes e confira as referências. Se citar um documento inacessível ao operador, investigue o percurso completo.
Compare o custo da resposta aproveitável
Registe duração, chamadas auxiliares, tentativas e tempo de revisão. Divida o custo do lote pelas respostas aceites segundo os critérios. Esta medida aproxima-se mais do trabalho entregue do que o preço dos tokens de entrada.
Observe em separado casos difíceis e esperas longas. Uma média rápida pode esconder interrupções. Preparar em segundo plano permite mostrar um estado; responder durante uma conversa tem outra tolerância de espera.
Faça um piloto que possa parar
Comece por rascunhos revistos, registe correções e mantenha o percurso manual para falhas. Defina previamente os erros que impedem a ampliação: exposição de dados, ações fora do âmbito e condições comerciais inventadas são exemplos.
Um fornecedor alternativo também precisa de passar na avaliação. Não amplie o envio de dados durante uma indisponibilidade sem esse caminho estar previsto. Reavalie quando mudar modelo, pesquisa, instruções ou documentação.
O roteiro de avaliação detalha as comparações. A arquitetura de IA do produto organiza o que rodeia o modelo. A escolha pode variar por tarefa se a equipa conseguir operar e verificar cada caminho.
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Tiago F SantiagoComentários
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