Custo de IA: da tarifa por token ao trabalho aceito
Compare Sol, Terra, Luna e Sonnet 5 com unidades corretas. Inclua saída, tentativas, ferramentas e revisão antes de falar em retorno.

O menor preço por milhão de tokens não identifica, sozinho, a opção mais económica. Uma tarefa pode exigir várias tentativas, produzir respostas longas ou consumir ferramentas adicionais. O número que ajuda a decidir é a despesa para obter um resultado aceito, com a qualidade necessária.
Em consulta às tabelas oficiais em 21 de setembro de 2026, as tarifas padrão de texto por milhão de tokens de entrada sem cache e de saída eram: GPT-5.6 Sol: US$ 4 / US$ 20; Terra: US$ 2 / US$ 12; Luna: US$ 0,20 / US$ 1,20. Para Claude Sonnet 5: US$ 2 / US$ 10. A referência é API padrão; outras modalidades, contexto longo, cache e ferramentas precisam de suas condições próprias.
Faça a conta com as unidades corretas
Para texto sem cache, multiplique os tokens de entrada pela tarifa de entrada e os de saída pela tarifa de saída, dividindo cada quantidade por um milhão. Depois some as parcelas. Não aplique a tarifa de entrada ao volume inteiro, porque a saída pode ter preço diferente.
Como exemplo de cálculo, e não como consumo medido de um projeto, considere uma solicitação ao Sol com 100 mil tokens de entrada e 20 mil de saída. Nas tarifas acima, as parcelas são US$ 0,40 e US$ 0,40: US$ 0,80 antes de outros encargos aplicáveis. O exemplo não estima quanto uma tarefa real vai consumir.

Conte as tentativas que não viraram entrega
Se três respostas foram descartadas antes de uma solução aceita, elas pertencem ao custo daquela tarefa. Separe os motivos: falta de contexto, instrução ambígua, erro de ferramenta ou solução inadequada. Essa classificação ajuda a decidir onde melhorar o processo. Reduzir o preço do modelo não resolve todos esses problemas.
Registre também resultados incompletos. Dividir a fatura apenas pelas tarefas bem-sucedidas, ignorando o trabalho abandonado, pode esconder desperdício. Uma visão útil mostra quantidade de tarefas iniciadas, aceitas e interrompidas, com seus custos associados. Preserve a definição de “aceita” durante a comparação.
Inclua ferramentas e esforço humano sem inventar economia
Busca, execução, armazenamento, assinatura e infraestrutura podem acrescentar despesa conforme o produto utilizado. Consulte a cobrança correspondente e evite misturar preço da API com limite de uma assinatura. Dois serviços podem usar o mesmo modelo e cobrar a experiência de formas diferentes.
O tempo de revisão também importa. Registre minutos observados e o tipo de intervenção necessário. Caso converta esse tempo em dinheiro, declare a taxa usada e se ela representa custo efetivo ou uma hipótese de planeamento. Horas aparentemente liberadas não se transformam automaticamente em redução de folha ou receita adicional.
Revise o gasto por tipo de tarefa
Agrupe trabalhos semelhantes antes de comparar médias. Uma classificação curta e uma investigação longa de código não devem disputar a mesma referência sem contexto. Comece pelos grupos com maior despesa ou maior repetição de falhas, mantendo uma amostra de qualidade para que a redução de custo não esconda resultados piores.
A escolha entre Sol, Terra e Luna ajuda a organizar alternativas. A comparação de desenvolvimento com Claude Fable 5 mostra como definir trabalho aceito. O retorno só pode ser discutido com uma base de custo e benefício identificável, em vez de uma promessa genérica de produtividade.
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Tiago F SantiagoComentários
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